Ao longo dos anos, o Campeonato Nacional de Empresas já angariou quase 70 mil euros para solidariedade. Em 2008, mais uma vez, cinco por cento do valor das inscrições será entregue a uma instituição de solidariedade social, que este ano é a SIC Esperança.

Já fechou algum negócio no campo de golfe?
Francisco Pinto Balsemão
(Presidente da Impresa)
“É com renovado orgulho que o Expresso dá o seu nome a uma prova que se tornou incontornável no panorama do golfe e do desporto para empresas em Portugal”
Fernando Ulrich
(Presidente da Comissão Executiva do BPI)
“Ao comemorar 10 anos de existência, o Expresso BPI Golf Cup é sinónimo de qualidade, rigor, inovação, liderança e solidariedade”
Bem vindo, são 1:38 de Terça-feira, 6 de Janeiro
S. Miguel é palco da Final Nacional
A caminho dos Açores

E o eleito, ou melhor, os eleitos para receberem a Final Nacional do Expresso BPI Golf Cup, a 8 e 9 de Novembro, são... os campos da Batalha e das Furnas, na ilha de São Miguel. Será uma reedição das jornadas decisivas de 2005 e a quarta vez consecutiva que os Açores recebem tal distinção, depois de as últimas duas edições se terem realizado no Clube de Golfe da Ilha Terceira. Melhor seria impossível. Dois palcos unidos pela beleza natural, mas distintos entre si.

A única diferença para o passado é que o arquipélago não definirá a equipa vencedora. O campeão nacional de empresas só sairá do duelo entre aquelas que forem as duas melhores equipas nos dois percursos da Verdegolf (do Grupo Siram), numa Finalíssima a realizar a 8 de Dezembro na meca do golfe mundial, o Old Course de St. Andrews, na Escócia, o campo preferido dos dois melhores jogadores da história do golfe, os norte-americanos Jack Nicklaus e Tiger Woods.

Não é por acaso que os Açores têm sido candidatos ao "Óscar" de Melhor Destino de Golfe por descobrir, atribuído anualmente pela IAGTO (Associação Internacional dos Operadores de Golfe). São nomeações que distinguem não a quantidade mas a qualidade dos seus campos - e todo o potencial do arquipélago neste capítulo: clima ameno durante todo o ano, elevados índices de pluviosidade e fertilidade dos solos, tudo isto  a fabricar um paraíso terrestre também para o golfe.

O Governo Regional dos Açores sabe disso e está a apostar na modalidade para combater a sazonalidade, com outros campos previstos a médio e longo prazo, a acrescentar aos dois de São Miguel e ao da Terceira. O apoio que tem dado ao Expresso BPI Golf Cup, fazendo questão de ser a referência da Final Nacional no maior torneio amador do país, só mostra como o golfe é um dos vectores fundamentais na estratégia de promoção destinada ao turismo de natureza.

Do campo das Furnas, 500 metros acima do nível do mar, é impossível não sair encantado. Foi ali que nasceu o golfe nos Açores, em 1939, com os primeiros nove buracos, um dos mais antigos do país, assinados pelo arquitecto escocês Mackenzie Ross, o mesmo que redesenhou o Golf do Estoril de 9 para 18 buracos em 1945. É um dos mais fascinantes traçados portugueses, bucólico, misterioso, rodeado de verde (em diversos tons) por todo o lado, como se fosse um prado.

Os segundos nove buracos foram inaugurados em 1990, da autoria de Cameron Powell, e não desmerecem dos antecessores. É mesmo difícil, à vista desarmada, perceber qual foi construído primeiro. Para que as empresas finalistas do Expresso BPI Golf Cup possam distinguir entre um e outro e com isso reviver a história, aqui fica o esclarecimento: os nove originais, são hoje constituídos pelos 1, 2, 3, 4, 14, 15, 16, 17 e 18.

"Quando planeámos os novos nove buracos, tivemos o cuidado extremo de evitar o erro - tão comum noutros casos - de impor características alheias a um campo de golfe belo e clássico como este", explica Cameron Powell. E acrescenta: "Estamos orgulhosos - pelo julgamento de quase todos os que nele jogaram - por o termos conseguido. A única crítica que pode ser feita é que talvez alguns dos novos buracos sejam mais desafiantes - mas acho que podemos viver com isso."

Faz lembrar os campos britânicos do interior: além do verde luxuriante, não se encontra praticamente um ‘fairway' que não seja ondulado, exige todos os tipos de ‘shots' e os ‘greens', muitos deles elevados em relação aos ‘fairways' e com contornos em seu redor, são cheios de linha. Fileiras de gigantescos cedros japoneses delimitam os tapetes de jogo, por vezes encobertos por nuvens que passam empurradas pelo vento. O micro-clima do lugar torna quase dispensável a utilização de rega.

A Batalha, situada na costa norte de São Miguel, entre Ponta Delgada e Ribeira Grande, contrasta com as Furnas, na medida em que o terreno está quase ao nível do mar, com buracos longos, ‘fairways' largos e ‘greens' grandes, ao estilo norte-americano. Chama-se Batalha porque ali foi travada, no século XIX, um duelo entre liberais e absolutistas pelo controlo político da ilha. Inaugurado em 1996, também da autoria de Cameron Powell, conta desde 2002 com três percursos de nove buracos.

Com vistas para o mar, a Norte, para a serra, a Nascente, e para as montanhas, a Sul, o complexo de golfe da Batalha foi construído sobre pedra vulcânica, o que tornou mais trabalhosa a moldagem do percurso, dando origem a um espectacular contraste entre as verdes zonas de jogo e o agreste dos bosques de solo pedregoso. Em comum com as Furnas, tem ‘greens' elevados e cheios de linha e árvores de grande porte.

O facto de ter três percursos de nove buracos permite fazer outras tantas conjugações para um campo completo. As Qualificações Regionais dos Açores, em Maio, realizaram-se no percurso C+A, sendo que o A é o mais comprido e o C o mais técnico (há jogadores que não utilizam o ‘driver' neste traçado) e mais variado, com quase todos os buracos a exigirem ‘blind shots'. O B, o mais estreito, costuma ser palco, juntamente com o A, do Sata Azores Open, a mais importante prova local, de carácter internacional. BPI e Grupo EDA apuraram-se então para a Final Nacional. Em Novembro, têm a vantagem adicional de jogar em casa.

RODRIGO CORDOEIRO

 

 

Fernando Nicolau de Almeida
"...depois de uma noite bem passada, fui directo para o tee de saída, e, em frente a toda a assistência, dei um ‘fresh air', seguido de uma queda para trás"
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Francisco Bettencourt
"De repente, olhámos para trás e vimos um golfista a cair, tinha levado com uma bola."
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Teresa Matta
"Nisto aparece o Seve Ballesteros, que nos pede passagem, mas delicadamente insistiu que jogássemos aquele buraco com ele."
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