Ao longo dos anos, o Campeonato Nacional de Empresas já angariou quase 70 mil euros para solidariedade. Em 2008, mais uma vez, cinco por cento do valor das inscrições será entregue a uma instituição de solidariedade social, que este ano é a SIC Esperança.

Já fechou algum negócio no campo de golfe?
Francisco Pinto Balsemão
(Presidente da Impresa)
“É com renovado orgulho que o Expresso dá o seu nome a uma prova que se tornou incontornável no panorama do golfe e do desporto para empresas em Portugal”
Fernando Ulrich
(Presidente da Comissão Executiva do BPI)
“Ao comemorar 10 anos de existência, o Expresso BPI Golf Cup é sinónimo de qualidade, rigor, inovação, liderança e solidariedade”
Bem vindo, são 1:33 de Terça-feira, 6 de Janeiro
Anatomia de um anúncio de TV
Nos bastidores da produção no Belas CC

Chuva torrencial sobre relva verde, só. A frase: "Este ano o título decide-se na Escócia." Depois, a rotina de todo o golfista, sempre em planos fechados: uma mão com luva furando a relva com um tee e a bola colocada; o jogador, visto de costas, a preparar o stance; a expressão compenetrada e decidida da sua face, a mirar o alvo; o ajeitar do grip; novamente a cara e o início do swing, visto somente no movimento de ombros; a cabeça do taco a bater estrondosamente na bola; subitamente, no plano final, o desenlace do swing em corpo inteiro desvenda-nos um radioso dia de sol. O dilúvio de há instantes vinha, afinal, de uma mangueira em duche segurada pelo parceiro. Ao som de uma gaita de foles, um conselho: "Vá Treinando".

É assim o spot de promoção da edição de 2008 do Expresso BPI Golf Cup. Pode ser visto na SIC Notícias e estende-se a outros suportes como imprensa, rádio e direct mailing. A campanha foi criada pela Cupido, Creative Partner da prova, produzida pela Made in Lisbon e dirigida pelo realizador André Badalo, tendo decorrido no bonito buraco 2 do Belas Clube de Campo, palco invariável das Qualificações Regionais e Meias Finais da Região de Lisboa. O objectivo, diz Gonçalo Morais Leitão, Cupid Creative Officer da Cupido, passou por "dramatizar" o lado escocês do torneio, ou seja, o  tradicional mau tempo britânico. É que este ano haverá uma finalíssima entre duas equipas no mítico Old Course de St. Andrews.

André Badalo tem apenas 26 anos, mas já começa a fazer-se notar no meio cinematográfico - brevemente estreará a sua primeira longa-metragem, "A Escritora Italiana", actualmente a concurso de Festival de Valência e depois no de Alexandria, com um elenco onde constam Nicolau Breyner, Lúcia Moniz e Diogo Morgado. Natural de Faro, a residir em Lisboa, já foi premiado com uma curta-metragem no Festival de Varsóvia, a História de Papel, com Diogo Infante e Lúcia Moniz. E já prepara a segunda longa.

Badalo já tinha realizado a campanha promocional do Expresso BPI Golf Cup do ano passado, a assinalar os 10 anos da prova. Mas aí o cenário era o gabinete de um executivo (ausente) que pelos vistos ia treinando, sim, mas sob prejuízo da mobília: a câmara vagueando por entre divots na alcatifa, janelas estilhaçadas, buracos na parede, secretária danificada, bola de golfe no aquário. Ao todo, contavam-se nove vestígios de acidentes provocados pelo bichinho do golfe - e em cada um deles estava assinalado o ano em que tinha acontecido, de 1998 a 2006. Um spot que, aliás, foi premiado internacionalmente, tendo recebido um Sino de Prata no Festival Internacional de Publicidade e Comunicação em Língua Portuguesa.

Desta vez, foi no exterior e com acção golfística, o que o levou a fazer o trabalho de casa. "Tive de fazer uma pesquisa pessoal, o que eram os tees, quais os tacos que se deviam usar, a forma exacta e precisa de dar uma tacada, para poder delinear quais os planos que eu queria filmar e a forma de o fazer", explica a propósito da sua estreia num campo de golfe. Diz que o golfe é um desporto "interessante" e reconhece que esta segunda experiência na publicidade "foi mais interessante" que a primeira.

Também a produtora Made in Lisbon, com seis anos de actividade no mercado, repetiu a colaboração no spot publicitário. "Foi quase a mesma, com a diferença de que um é no interior e o outro no exterior. O ano passado tivemos de arranjar um décor, desta vez foi o cliente que o fez", diz João Holbeche Beirão, um dos dois sócios da empresa, juntamente com belga Patrick Van Hautem. "Foi um projecto pequeno, feito sem muitos custos", acrescentou.

A equipa que produziu e realizou e participou nesta campanha começou chegar ao Belas Clubes de Campo, no concelho Sintra, logo pelo amanhecer. Eram cerca de 20 pessoas, mas todos estavam centrados num único protagonista, Filipe Côrte-Real, o golfista que resolveu iludir os elementos da natureza para sonhar com o passaporte para St. Andrews, sujeitando-se a uma grande molha.

"Tinha a noção de que ia fazer um anúncio de promoção ao torneio, sabia que ia ser num campo de golfe, mas estava à espera de uma produção mais pequena, não esperava que fosse tão forte", explicou o actor acidental do filme. "Estive uma hora a meter a bola no chão, duas horas a abanar os ombros, em duas cenas distintas, uma hora a fazer o grip com as mãos e uma hora a fazer olhares compenetrados para o alvo, com a atenção de umas meninas que me iam cuidando da maquilhagem. Mas a parte mais difícil foi a do swing completo, aí a água apanhava-me o corpo inteiro. Nunca pensei que fosse preciso tanto tempo para fazer tão pouca coisa."

Filipe Côrte-Real não é golfista, mas possui as bases oriundas de uma experiência remota na modalidade. Do que ele não se lembrava era da diferença que há entre jogar sem ninguém a ver ou, por outro lado, com a pressão adicional de ter assistência. Enquanto se iam fazendo todos aqueles planos fechados, sucediam-se os bons shots que batia. Quando passou para o plano final e o swing completo ficou à vista, o desacerto provocou gargalhadas.

"Foi uma galhofa completa, porque começámos a rir sem parar, as tacadas saíam sempre mais desajeitadas, quando mais eram necessárias", recorda Badalo. Corte-Real prefere falar nos seus "falhanços fantásticos", incluindo aquele que quase atingia o posto de realização. "Pensavam eles que estavam numa zona protegida, mas não estavam."

RODRIGO CORDOEIRO

Fernando Nicolau de Almeida
"...depois de uma noite bem passada, fui directo para o tee de saída, e, em frente a toda a assistência, dei um ‘fresh air', seguido de uma queda para trás"
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Francisco Bettencourt
"De repente, olhámos para trás e vimos um golfista a cair, tinha levado com uma bola."
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Teresa Matta
"Nisto aparece o Seve Ballesteros, que nos pede passagem, mas delicadamente insistiu que jogássemos aquele buraco com ele."
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