Ao longo dos anos, o Campeonato Nacional de Empresas já angariou quase 70 mil euros para solidariedade. Em 2008, mais uma vez, cinco por cento do valor das inscrições será entregue a uma instituição de solidariedade social, que este ano é a SIC Esperança.

Já fechou algum negócio no campo de golfe?
Francisco Pinto Balsemão
(Presidente da Impresa)
“É com renovado orgulho que o Expresso dá o seu nome a uma prova que se tornou incontornável no panorama do golfe e do desporto para empresas em Portugal”
Fernando Ulrich
(Presidente da Comissão Executiva do BPI)
“Ao comemorar 10 anos de existência, o Expresso BPI Golf Cup é sinónimo de qualidade, rigor, inovação, liderança e solidariedade”
Bem vindo, são 1:19 de Terça-feira, 6 de Janeiro
Old Course de St. Andrews
O campo de golfe preferido de Tiger Woods

O título do Expresso BPI Golf Cup decide-se este ano no Old Course de St. Andrews. Um campo carregado de tradição, onde se jogaram várias edições memoráveis do British Open, a mais emblemática prova do golfe mundial.

O British Open de 2005, no Old Course de St. Andrews, veio carregado de simbolismo, para além da óbvia carga histórica e de tradição inerente a uma prova que se realiza desde 1860: no mesmo torneio e no mesmo lugar que Jack Nicklaus, o melhor golfista de todos os tempos, escolheu para se despedir das competições, o seu anunciado sucessor, Tiger Woods, tornou-se então o segundo norte-americano, a seguir a ele, a vencer duas vezes o British Open em St. Andrews.

Nicklaus não participava no British Open desde 2000, e já só jogava esporadicamente provas do Senior PGA Tour. No entanto, fez questão de se retirar oficialmente na Capital do golfe mundial, como o fizera cinco anos antes o seu compatriota Arnold Palmer, no caso deste para assinalar o abandono da mais antiga prova do Grand Slam da modalidade (ao fim de 35 presenças). "É o lugar mais especial para ganhar um torneio de golfe", justificou. Os britânicos retribuíram concedendo-lhe a rara honra de emprestar o seu rosto a uma nota comemorativa de cinco libras.

Enquanto se manteve em prova, Nicklaus foi a estrela nesse British Open, o último realizado no Old Course (o próximo é em 2010), onde vencera em 1970 e 1978. Só não foi seguido pela totalidade dos 50 mil espectadores presentes, porque seria impossível fazer confluir tanta gente num só jogador. Mas os que o viram ao vivo fizeram notar alto e bom som, entusiasticamente, cada shot que ele bateu, rumo a uma volta final de 72 pancadas (par), insuficiente para passar o cut, mas brilhante atendendo aos seus 65 anos idade.

Dois dias depois, por um acaso que é difícil não relacionar com uma qualquer influência transcendente de St. Andrews, aconteceu a segunda vitória de Tiger Woods no British Open. A primeira, meia-década antes, em 2000, também no Old Course, fora a segunda de quatro seguidas no Grand Slam (embora não na mesma época), algo que ninguém conseguira no passado na era moderna - e logo com um agregado de pancadas (269) e uma vantagem para o segundo (8) recordistas. O segundo triunfo, tornou-o no primeiro golfista, desde Nicklaus, a conquistar pelo menos duas vezes os quatro ‘majors' do golfe.

"[O Old Course de St. Andrews] É de longe o meu campo de golfe preferido", reconhece Woods. "Foi onde o jogo começou realmente. É a razão por que temos 18 buracos em vez de 22. A história por trás de St. Andrews é espantosa. Não há nenhum outro campo que se possa orgulhar os grandes jogadores estiveram lá", justifica o mais bem pago desportista do mundo, em cujo palmarés constam 13 títulos no Grand Slam, contra os 18 de Nicklaus.

E continua: "Augusta National não pode dizer o mesmo, porque ‘Old' Tom Morris e outros dos fins de 1800 nunca jogaram lá. Há grandes jogadores europeus que nunca jogaram em Augusta, mas todos os grandes da América jogaram em St. Andrews. Mas não é apenas a história, quanto mais se joga mais se entende por que colocaram aquele bunker ali, por que fizeram isto ou aquilo. Quando o jogamos nas primeiras vezes, pode não ser assim tão difícil como isso. Então o vento aparece e torna-se brutal."

Que o diga Bobby Jones, o melhor amador de sempre. Na sua primeira participação no British Open em St. Andrews, desistiu na terceira volta ao fim de 11 buracos, manifestando o seu desagrado pelo percurso. Mais tarde, porém, passou de ‘persona non grata' a herói local, após ter vencido lá o British Open de 1927, tendo sido o segundo norte-americano, depois de Benjamin Franklin, a ser nomeado com o título de "Free Man da Cidade" de St. Andrews. E dirá que o currículo de um grande jogador nunca será completo se não tiver vencido em St. Andrews.

As primeiras 12 edições do British Open disputaram-se em Prestwick, que saiu da rota da prova em 1925. A estreia de St. Andrews como palco da prova foi em 1873, com a vitória do escocês Tom Kidd. Desde então, a prova passou em mais 26 ocasiões pelo Old Course. E, além de Nicklaus e Woods, os únicos que venceram aqui duas vezes foram os escoceses Bob Martin (1876 e 1885) e James Braid (1905 e 1910) e o inglês John H. Taylor (1895 e 1900).

Nas despedidas a que acima nos referimos, Arnold Palmer e Jack Nicklaus pousaram para a fotografia na Swilcan Bridge, a ponte existente sobre o ribeiro no buraco 18. Provavelmente, este será também o lugar que Tiger Woods irá escolher para assinalar a sua retirada. E dali irão acenar, em Dezembro, os quatro jogadores que, em representação de uma ainda incógnita equipa, vencerem a finalíssima do Expresso BPI Golf Cup. Verdadeira empresa é conseguir marcar presença no Old Course. Esse sim, é o grande desafio. Boa sorte!

RODRIGO CORDOEIRO

Fernando Nicolau de Almeida
"...depois de uma noite bem passada, fui directo para o tee de saída, e, em frente a toda a assistência, dei um ‘fresh air', seguido de uma queda para trás"
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Francisco Bettencourt
"De repente, olhámos para trás e vimos um golfista a cair, tinha levado com uma bola."
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Teresa Matta
"Nisto aparece o Seve Ballesteros, que nos pede passagem, mas delicadamente insistiu que jogássemos aquele buraco com ele."
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