Ao longo dos anos, o Campeonato Nacional de Empresas já angariou quase 70 mil euros para solidariedade. Em 2008, mais uma vez, cinco por cento do valor das inscrições será entregue a uma instituição de solidariedade social, que este ano é a SIC Esperança.

Já fechou algum negócio no campo de golfe?
Francisco Pinto Balsemão
(Presidente da Impresa)
“É com renovado orgulho que o Expresso dá o seu nome a uma prova que se tornou incontornável no panorama do golfe e do desporto para empresas em Portugal”
Fernando Ulrich
(Presidente da Comissão Executiva do BPI)
“Ao comemorar 10 anos de existência, o Expresso BPI Golf Cup é sinónimo de qualidade, rigor, inovação, liderança e solidariedade”
Bem vindo, são 3:59 de Terça-feira, 6 de Janeiro
Arranque nos Açores
BPI obtém vitória inédita e vai à Final Nacional

Reza a lenda que as provas patrocinadas pelo BPI nas ilhas são sempre abençoadas pela chuva. Desta vez, os Açores quebraram a tradição e ofereceram dois dias de sol radioso nas duas primeiras etapas da edição 2008. 

Último domingo: Rigoberto Oliveira e José Oliveira, do BPI 1, tinham terminado a sua prestação na Batalha, em São Miguel, com 44 pontos, equivalente a uma volta de três pancadas abaixo do par em gross, mais tarde consagrada a melhor do dia. A única coisa que sabiam do outro par da equipa, ainda em campo, era que tinha virado para os últimos nove buracos com duas abaixo. "Se acabarem assim, fazem 41 pontos - e não sei se 85 será suficiente. Há equipas com handicaps altos, que estão a fazer bons jogos, e que facilmente somam 43, 44 ou 45 pontos", disse na altura Rigoberto Oliveira.

Luís Índio e Gonçalo Xavier viriam mesmo a terminar com os tais 41 pontos, mas estes foram suficientes para a vitória nas Meias-Finais da Região dos Açores. Contrariamente às previsões. Rigoberto não acreditava que chegasse, Xavier também não: "Não me passou pela cabeça, se calhar por causa do meu histórico no Expresso BPI Golf Cup, em Belas (Região Lisboa), em que 41 pontos é sinónimo de segunda metade da tabela. Mas também cedo percebi que este campo não é como o de Belas, é muito mais exigente. E não acreditava que pudesse haver uma chuva de resultados excelentes."

Grupo EDA, Zon Açores e Alcides foram as empresas que mais se aproximaram, com 82 pontos, a uma distância de três pancadas da vencedora, aquela que entre as mais de vinte formações iniciais possuía o mais baixo handicap conjunto, com três jogadores de categoria 1 (até 4.5) - Índio, Xavier e Rigoberto - e outro de categoria 2 (até 11.4) - José Oliveira. "Com os handicaps que temos, e numa competição por equipas, não é fácil ganhar, de maneira que foi uma vitória justa", disse Luís Índio, campeão nacional de seniores (acima de 55 anos) desde há três semanas, título conquistado no Estoril. Nas Qualificações Regionais, o BPI tinha-se apurado no quarto posto, com 83 pontos.

Arma secreta

Xavier, o único elemento não insular, veio do continente com dois dias de antecedência para se ambientar, conhecer o campo e juntar-se aos colegas micaelenses Luís, Rigoberto e José, que têm jogado os últimos anos, sem sucesso, em representação do banco liderado por Fernando Ulrich, mas com o administrador José Carlos Agrellos (ver notícia na página 7). Gonçalo foi a arma secreta? Luís Índio ficou-lhe rendido: "Foi um elemento extremamente importante. Já joguei com muitos profissionais de competição, mas ele conseguiu impressionar-me, tem uma regularidade fantástica." 

Xavier, que trabalha no BPI na área do marketing do Private Banking e dos Centros de Investimento, recusa o epíteto de "arma secreta": "É completamente falso, só pode dizer isso quem não conhece os outros elementos, jogaram todos muito bem - e o espírito de equipa que se começou a formar na quinta-feira foi essencial para que houvesse um entrosamento muito bom", justificou. "Foi à conta dos nervos que, se calhar, muitas equipas, que fariam normalmente mais pontos do que nós, não fizeram. Os handicaps baixos tiveram, por isso, vantagem no domingo."

Referia-se também ao Grupo EDA (Electricidade dos Açores), a segunda equipa, a seguir ao BPI 1, com o mais baixo handicap conjunto (quatro jogadores entre 4.9 e 7.8), e que acabou por assegurar o segundo lugar sobre a Zon Açores e a Alcides, respectivamente, terceira e quarta classificadas. No desempate entre as três, prevaleceu o mais baixo handicap de cada uma. O Grupo EDA tinha vencido na véspera as Qualificações Regionais, com 88 pontos, tantos quanto o Hotel Talisman - a UVAC fora terceira com 86. No dia seguinte, no entanto, a eléctrica açoreana não foi além das 82. 

"Os putts não entraram hoje, sábado foi um jogo muito mais certinho, em bom nível nos ‘green-in-regulation', domingo falhámos neste capítulo, e apesar de termos feito alguns bons chips, os putts depois não entraram", explica o capitão da EDA, Francisco Bettencourt, que, juntamente, com Fernando Couto, somou 39 pontos, enquanto Francisco Costa Matos e Miguel Carreiro fizeram 43. Bettencourt e Couto fizeram até este ano parte da equipa da SATA, a equipa que mais vezes atingiu a Final Nacional do Expresso BPI Golf Cup. E a companhia aérea ressentiu-se das ausências, finalizando na última posição entre as equipas presentes nas Meias-Finais regionais. 

Estar ou não estar ON

A ZON Açores completou o pódio, com uma melhoria de dois pontos em relação ao que lhe deu o oitavo lugar no apuramento. O capitão da Zon fala das boas perspectivas no arquipélago para a empresa, lembrando que esta detém quota de 100 por cento do mercado no cabo, 40 por cento na Internet e 15 por cento no telefone, neste caso desde em Setembro. 

Também esteve em bom nível neste arranque do Expresso BPI Golf Cup? "Aí já depende das perspectivas. É evidente que quem é ZON está ON", brinca o ‘capitão' Vasco Amaral, antes de acrescentar: "Mas nós fizemos aqui aquilo a que habitualmente se designa o primeiro lugar dos últimos. Fomos muito bem tratados na Final Nacional de 2005, na altura a jogar pela Cabo TV Açoreana, por isso é que nos custa mais o não apuramento, estávamos à espera de poder usufruir do tratamento VIP que tivemos no Victoria."

A Alcides, empresa de restauração, festejara com júbilo, no sábado, o apuramento para as Meias-Finais - foi a última equipa a apurar-se, com 78 pontos. No dia seguinte, melhoraram quatro pontos e subiram ao quarto posto final. Neste caso, no entanto, foi uma classificação com sabor a vitória: "Não estávamos à espera de ir tão longe", reconhece o capitão da Alcides, Pedro Melo

RODRIGO CORDOEIRO 

 

Fernando Nicolau de Almeida
"...depois de uma noite bem passada, fui directo para o tee de saída, e, em frente a toda a assistência, dei um ‘fresh air', seguido de uma queda para trás"
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Francisco Bettencourt
"De repente, olhámos para trás e vimos um golfista a cair, tinha levado com uma bola."
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Teresa Matta
"Nisto aparece o Seve Ballesteros, que nos pede passagem, mas delicadamente insistiu que jogássemos aquele buraco com ele."
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